sexta-feira, 30 de junho de 2017

Programação diária – 30 de junho – Debates e espetáculos

Uma sexta feira recheada de debates e espetáculos no Encontro da RBTR em Presidente Prudente

Hoje, 30 de junho, a programação conta com plenária dos arteiros de rua, reunião dos Grupos de Trabalho, roda de conversa com coletivos e movimentos sociais, presença confirmada MST, Coletivo Mãos Negras, Levante Popular da Juventude e Somos LGBT. Os espetáculos acontecem às 17h e às 20h o primeiro na praça 9 de julho espetáculo Final de Tarde do Grupo de Teatro Caretas do Ceará e o segundo na Praça do Vale com a Cia Canina de São Paulo. Não percam!


Fina de Tarde - Grupo Teatro de Caretas - por Sol Coelho
Às 17h na Praça 9 de Julho, o grupo Teatro de Caretas do Ceará apresenta a peça “Final de Tarde” que  se baseia numa experiência diferente de teatro de rua, tanto na relação entre ator e público como na relação com a cidade. O espetáculo propõe uma experiência de atuação cênica baseada no detalhe da interpretação, onde proximidade e intimidade entre transeuntes e atores são os elementos centrais. Um aspecto importante é que os transeuntes não são previamente informados da peça. Não há palco nem formalidades de início e fim. A história de uma mãe, seu filho e seu marido que invade o dia a dia da cidade no instante cotidiano.

Ficha técnica
Direção e dramaturgia: André Carreira
Assistente de direção: Lara Matos
Oficina de voz: Ernani Maletta (ufmg)
Oficina de atuação: Miguel Rubio (yuyachkani peru)
Elenco: Vanéssia Gomes-(whildislane)
Non Sobrinho- (manuel e ofélia )
Vera Araújo-( dalila e policial).
Rafael Lopes (fotógrafo)
Coordenação produção : vanéssia gomes
Produção de cena: rebeka lucio, willian axel
Figurino: jacqueline brito
Projeto cenográfico: diego brito cenografia (cadeira) : cleomir alencar

Sobre o Teatro de Caretas
O Grupo Teatro de Caretas é uma experiência teatral que vem sendo desenvolvida há mais de 13 anos, reunindo atores, diretores, dramaturgos, pesquisadores e pensadores da arte e do teatro, pesquisando linguagens contemporâneas para um teatro referendado nas tradições populares do nordeste. Reúne atores com vasta experiência em teatro de rua com interesse em pesquisa e criação, à procura de novas linguagens para o teatro e para a dramaturgia, onde prevaleçam questões tocantes a alma humana, promovendo experiências de formação e criação de espetáculos.
Final de Tarde - Grupo Teatro de Caretas - por Sol Coelho
O grupo apresenta espetáculos de teatro de rua onde alia arte e política, tendo como orientação, o reforço a movimentos sociais pertinentes direcionados à transformação humana em nossa sociedade.

Nossa pesquisa estética está ligada a uma ideia/ação social que busca o encontro entre tradição e contemporaneidade. Tendo a arte teatral enquanto meio para o engrandecimento humano, inspirados no jogo clássico dos artistas populares, desta forma colhemos um repertório de brincadeiras, improvisações e cenas populares para o trabalho de teatro de rua.

Pretendemos nos apropriar do espaço urbano, articulando a reconstrução de práticas criativas do teatro de rua na contemporaneidade. Orientados por um conceito onde o espetáculo teatral deve se organizar a partir do reforço aos elementos da cultural tradicional popular e do exercício de uma  prática teatral pensada para o  espaço público. Esta concepção de teatro de rua opera-se com o
referencial de um caráter político/popular.


O Vendedor de Verdade - Cia Canina - Foto Deisy Serena
Às 20h na Praça do Vale, o espetáculo será com a Cia Canina com a peça “O Vendedor de Verdades”  que é uma fábula da atualidade: a história da palhaça que realiza uma saga pelo mundo para trocar uma verdade de mentira e receber seu dinheiro de volta. Teatro de rua, com música ao vivo e improvisos. A peça, baseada em um conto original, aborda assuntos contundentes, como feminismo e o papel da mulher na sociedade, o consumismo e ideologia mercantil através do riso. Uma saga épica e non-sense feita para a rua que questiona o que são as verdades e as maneiras com que elas são criadas e vendidas.


Sobre a Cia Canina


O Vendedor de Verdades - Cia Canina - Foto Deisy Serena
A Cia Canina - de Teatro de Rua e Sem Dono é uma “cãopanhia” mambembe de artistas de rua. A Canina é composta por 4 cães: Cachorrão (Igor Giangrossi), Cachorrera (João Victor) e Cachorrinha (Laura Alves) e nossa diretora: Cachorrita (Tamy Dias). Palhaços? Atores? Músicos? Circenses? Andamos em bando e apresentando nosso espetáculo: “O Vendedor de Verdades”. O Grupo nasceu
em 2016 unindo estes artistas que tinham em comum o trabalho com a comicidade, cultura popular e teatro de resistência, formando a nova velha Matilha (os atuadores também fazem parte do Bando Teatral Arreuni (Ex Grupo Teatral Parlendas) e de outros grupos e coletivos ligados ao teatro e circo no estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Igor Giangrossi, João Victor de Morais Leite, Laura Rodrigues Alves e Tamy Dias
Direção: Tamy Dias
Roteiro, Dramaturgia, Figurino e músicas: Cia Canina de Teatro de Rua e Sem dono
Tempo de duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: Livre

Programação dia 30 de junho:

Sexta, 30 de junho
9h – Plenária da RBTR e GTs.
14h – Plenária da RBTR e roda de conversa com coletivos e movimentos sociais (MST, Coletivo Mãos Negras, Levante Popular da Juventude, Somos LGBT).
17h – Espetáculo “Final da tarde” com o grupo Teatro de Caretas (Fortaleza-CE).
Local: Praça 9 de Julho, Centro.
20h – Espetáculo “O vendedor de verdades” com a Cia. Canina (São Paulo-SP).
Local: Praça do Vale (no Parque do Povo ao lado do Prudenshopping).

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Programação diária – 29 de junho – Abertura do Encontro e dois espetáculo

Começa hoje, dia 29 de junho o XX Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, evento organizado pelo Galpão da Lua comemora os 10 anos da RBTR e está recebendo mais de 100 artistas de diversas partes do Brasil para se apresentar e debater temas relacionados a Arte e sua relação com a cidade e questões atuais do cenário político social.
A programação de abertura está prevista para começar ás 9h da manhã com uma roda de abertura e recepção dos convidados. Para o período da tarde a Professora Dra. Terezinha Ferrari será a provocadora de um debate intitulado: “Controvérsias contemporâneas”. A partir das 20h dois espetáculos de grupos paulistanos serão encenados na Praça da Bandeira e na Rua em frente ao Galpão da Lua.

Sobre os Espetáculos:
20h – Espetáculo “Era uma vez um Rei” com o grupo Pombas Urbanas (São Paulo-SP). Local: Praça da Bandeira, Centro (ao lado do camelódromo). 

“Era Uma Vez Um Rei” é a mais nova montagem de teatro de rua do grupo, tendo estreado em julho de 2014, com texto do dramaturgo chileno Oscar Castro. Para a estreia, o grupo adaptou a obra ao contexto brasileiro e a nossa contemporaneidade. O espetáculo é uma sátira ao poder e vem dialogar diretamente com o momento político do país. Ao contar a história de mendigos que brincam de alternar-se no poder, imaginando serem ditadores, presidentes e reis, o espetáculo fala sobre as relações de poder numa esfera comum a muitos países latino americanos, que foram colônias, tiveram suas lutas pela independência, e que mais recentemente sofreram com ditaduras militares. Acreditamos ser extremamente necessário trazer uma discussão política, principalmente com Arte. 

Desde o descobrimento do Brasil, o período de monarquia, ditadura e de estado “democrático de direito” (do grego dēmokratía: poder do povo), a trajetória política do país fez com que o poder estivesse sempre atrelado a pequenos núcleos que detêm a riqueza, se tornando então um sistema político que não representa seu povo. Na história mais recente, a ocupação das escolas pelos estudantes para evitar o fechamento das mesmas, a onda de manifestações, as constantes queimas de ônibus como meio de protesto são demonstrações da indignação de um povo com a ausência do Estado. 
                    
A linguagem do espetáculo propõe uma dinâmica que se abre a participação do público, assumindo o teatro como um ato público, onde a plateia pode adotar, em alguns momentos, o papel / posição de “povo” no desenrolar do espetáculo. 
Pombas Urbanas - Foto de Tati Brandão
Release

Um grupo de mendigos se encontra num final de tarde da cidade. Com latas, plásticos e papelões criam o espaço onde vivem, descansam e fazem festa. De suas relações nasce uma brincadeira na qual, a cada semana, um deles será rei, depois presidente e em seguida ditador. O jogo humano e imaginativo torna-se intenso e esses mendigos saem da realidade em que vivem para representar as relações de poder da mesma sociedade que os marginaliza.


Ficha Técnica

Texto – Oscar Castro
Direção – Juliana Flory
Cenografia – Alexandre Souza
Figurino – Carlos Alberto Gardin
Assistente de figurino – Fernanda Versolato
Direção Musical – Grupo Pombas Urbanas e Giovanni Di Ganzá
Música de Abertura – “Molambos Molhados” de Ray Lima

Elenco
Adriano Mauriz – Papelão
Marcelo Palmares – Barulheira
Paulo Carvalho – Sucata
Coro de mendigos:
Cinthia Arruda – Chiley
Juliana Flory – Germana
Marcos Kaju – Minhoca
Natali Santos – Pelezinha
Ricardo Big – Buda
Grupo Pombas Urbanas - Foto de Tati Brandão
Sobre o Pombas Urbanas

Grupo com 28 anos de estrada e de história com um trabalho reconhecido na América Latina relacionado ao Teatro Comunitário e a pesquisa sobre a encenação para a Arte de Rua, conta hoje com 13 espetáculos em seu repertório, criados a partir de pesquisas sobre a formação do ator, linguagem e dramaturgia. O Pombas Urbanas nasceu em 1989 a partir do processo de formação teatral desenvolvido pelo diretor peruano Lino Rojas (1942-2005) no bairro de São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo. 

Um destaque da atuação da trupe é o “Centro Cultural Arte em Construção”. Galpão localizado na cidade Tiradentes, extremos leste da cidade de São Paul onde o coletivo ministra oficinas de teatro, circo e música para crianças, jovens e idosos, colabora com a formação de novos grupos de teatro, promove um amplo processo cultural comunitário, desenvolve sua pesquisa cênica, cria e apresenta espetáculos. O espaço é hoje sem dúvida uma referência de democratização do acesso a formação artística e bens culturais em regiões periféricas em toda a América Latina.


Xingó
21h30 – Espetáculo “So.corro, Se Eu fosse Você eu me Movia” com o Grupo Xingó (São Paulo-SP). Local: Rua Júlio Tiezzi, Centro (em frente ao Galpão da Lua).

Sinopse do Espetáculo:

Grupo Xingó - Espetáculo So.Corro

Dançar é pensar o mundo em que vivemos. Movimentar-se é manter-se atenta, ávida, presente, recusando o sedentarismo e a paralisia. E quando a palavra está desgastada já não comunica mais. E quando a lama enche os poros todos, os nossos rios-artérias secam e toda vida se esvai. E quando o dinheiro permeia as relações, o amor começa a ser medido e pesado e não há mais tempo para o que não for lucrativo. O ambiente afeta os corpos e nós trabalhamos com o movimento. Dançamos. O capital controla o tempo e o tempo é espaço do desenvolvimento humano. A pesquisa travestiu-se de nomes cada vez mais sofisticados e de cada vez menos movimento. Não acreditamos no que não se move. E o que nos move é a experiência. A busca pela elaboração do gesto, pela composição no espaço, pelo fazer junto pra compartilhar. E saber-ver-sentir o corpo requer estudo e pesquisa. Entender o esqueleto, a musculatura, a direção de cada fibra, a espessura das fáscias, a quantidade dos líquidos, o peso, o tamanho, a dimensão, criar a imagem interna para mobilizar externamente, mobilizar a si pra mobilizar o outro.
Um desabafo. Não individual, mas coletivo. So.corro corre contra o tempo para pensar o tempo, buscando no imaginário dos filmes de ação, referências pra entender nossa ação hoje, pra dançar a cidade, a mulher, o relógio, o incômodo, o desumano, o injusto, o desigual. A super-mulher dos filmes de Hollywood ou das capas das revistas se transfigura em gente e ganha rosto, corpo e história. Um corpo feminino e no plural. Mulheres. So.corro é nordestina, são muitas, veias todas abertas na contramão. So.corro é dança, é convite, é provocação.

Ficha Técnica:
Concepção: Grupo Xingó
Produção Executiva: Natália Siufi
Espetáculo: SO.CORRO
Atuação/Criação/Dança: Erika Moura
Dramaturgia: Natália Siufi
Direção de Movimento: Diogo Granato
Criação de Luz: Marisa Bentivegna
Trilha Sonora: Ramiro Murillo
Arte Gráfica do Espetáculo: Anna Turra
Arte Gráfica do Grupo: Bruno Cordeiro
Produção Geral: Grupo Xingó

Programação de hoje:

Quinta, 29 de junho

9h – Roda de Abertura do XX Encontro da RBTR.
14h30 – Plenária da RBTR e debate “Controvérsias contemporâneas” com Terezinha Ferrari (Centro Universitário Fundação Santo André).
20h – Espetáculo “Era uma vez um Rei” com o grupo Pombas Urbanas (São Paulo-SP). Local: Praça da Bandeira, Centro (ao lado do camelódromo).
21h30 – Espetáculo “So.corro, Se Eu fosse Você eu me Movia” com o Grupo Xingó (São Paulo-SP). Local: Rua Júlio Tiezzi, Centro (em frente ao Galpão da Lua).


Grupo Xingó - Espetáculo So.Corro

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Programação diária 28 de junho - Espetáculo “Conto da Cantuária”

A Mostra Artística da RBTR segue com todo o gás, dia 28 de junho, que se apresenta é o Grupo de Campo Grande Teatro Imaginário Maracangalha (TIM), grupo com 11 anos de existência, referência em todo o Brasil pelo seu trabalho artístico e pelo envolvimento com movimentos sociais.

Recentemente o Grupo foi citado como referência em teatro independente e político no Brasil no livro didático Projeto Mosaico - Arte, do Plano Nacional do Livro de Didático, do Ministério da Educação. A Atriz e produtora Fran Corona reforça: ‘Estamos de graça, em todos os cantos, nas ruas, feiras e praças, quebradas e chãos batidos de terra, nas bocas e olhos dos que têm fome de comida, de carinho e de arte.”

Ainda este ano o TIM participará de eventos nacionais e internacionais de arte. Após a Mostra da RBTR em Presidente Prudente, nos dias 13 e 14 de julho se apresentam no Festival Internacional de Teatro de Rio Preto e depois para o Festival de Garanhuns – PE.

A apresentação do espetáculo “Conto da Cantuária” será às 20h em frente ao Galpão da Lua

A peça teatral “Conto da Cantuária” é uma adaptação de um conto da obra Contos de Canterbury escrita pelo autor inglês Geoffrey Chaucer no período de 1384 - 1400, em plena idade média.
O texto crítico e humorado é constituído de 29 contos e o grupo optou pela montagem do “Conto do vendedor de indulgências” que retrata de forma farsesca e ácida o comércio das religiões e as corrupções em nome de deus, do dinheiro e da ambição, traçando um paralelo com os dias atuais.

A trama gira em torno de quatro peregrinos, que reúnem-se por acaso em uma taverna. Para que a viagem transcorra mais agradavelmente, o taverneiro sugere que cada um conte uma história, prometendo um belo jantar ao melhor narrador.


Serviços:
O que? Espetáculo “Conto da Cantuária”
Quando? Quarta, dia 28 de junho às 20h.
Onde? Rua Júlio Tiezzi, Centro (em frente ao Galpão da Lua). Em frente ao Galpão da Lua

Acesse o link e veja a programação completa:
http://federacaoprudentinadeteatro.blogspot.com.br/2017/06/programacao-completa-da-mostra.html