segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quarta-feira dia 22 o Galpão da Lua recebe espetáculo do Palhaço Biribinha !!!



Na próxima Quarta-feira dia 22 às 20h o Galpão da Lua vira palco de um dos palhaços de circo tradicional mais importante do Brasil, O Palhaço Biribinha, Biribinha se apresentará com o seu espetáculo “O Reencontro de Palhaços na Rua é a Alegria do Sol com a Lua ”



O espetáculo

Cheio de reprises, gags, pilérias e galhofas, floreado por música e muita animação, o espetáculo mostra o reencontro inusitado dos palhaços Biribinha e Pipoca, separados após terem feito muito sucesso no passado quando trabalhavam juntos no Circo Mágico Nelson do palhaço Biriba, pai de Biribinha.
Quando o Circo Mágico chegava às cidades do nordeste a dupla de palhaços, Biribinha e Pipoca, era aclamada pelo público, e não poderiam vislumbrar nada além do sucesso. O circo era uma das poucas, senão a única, linguagem artística que chegava ao interior, até a instalação da TV, na década de 1970. A força deste aparelho foi tamanha que os circos passaram a sobreviver com grande dificuldade, como foi o caso do Circo Mágico Nelson que declarou falência.

Na última apresentação da dupla, na Bahia, Biribinha se apaixonou por Maria Quitéria, uma agricultora da região, com quem se casou após abandonar a vida de artista.

A situação fez com Pipoca seguisse o sonho de levar alegria ao Brasil com novas parcerias. Após muitos anos e junto de Mixuruca e Mixaria tentará realizar mais uma apresentação quando um morador de rua, meio embriagado, rouba a cena atrapalhando o espetáculo. Depois de várias tentativas para tirar o senhor do local, Pipoca reconhece o seu antigo companheiro de picadeiro, Biribinha, que não conseguiu ser agricultor, ficou viúvo e passou por diversas dificuldades.

Em uma cena emocionante, Biribinha é convidado e encorajado a participar da apresentação e Pipoca o ajuda a passar por uma transformação visual, onde se vê o palhaço renascer e a sintonia da dupla ressurgir.

O espetáculo é uma verdadeira declaração ao circo tradicional!

Os Palhaços

De família circense do interior baiano, Teófanes Silveira se apresentou no picadeiro pela primeira vez aos oito anos. Com a Turma do Biribinha - integrada por ele, por seus dois filhos Teófanes Silveira Junior e Nelson Alves da Silveira Neto e por Eugênio Talma – mantém a tradição do circo há mais de 50 anos.
Teofanes Silveira, palhaço Biribinha, membro da família Silveira, nasceu dentro do circo em Jequié, na Bahia, e já circulou por todo o Brasil. Atualmente, mora em Arapiraca-AL e se apresenta em todo o Nordeste.

Nelson Alves da Silva Neto, músico e ator, palhaço Mixaria, filho de Teofanes Silveira, desde os oito anos trabalha no picadeiro, se apresenta pelo Nordeste com música e teatro em bares, escolas, empresas junto com o palhaço Mixuruca.

Teofanes Silveira Júnior, músico e ator, palhaço Mixuruca, também filho de Teofanes Antonio, como o nome já diz, trabalha no picadeiro como palhaço e músico desde os 07 anos de idade e se apresenta pelas cidades do interior do Nordeste. Em 2005, foi ganhador, junto com seu irmão Nelson Alves, no quadro “Se vira nos 30”, do programa Domingão do Faustão, da TV Globo, tocando a música “Brasileirinho” com um piano de garrafa (antigo instrumento tradicional de circo).


Oficina “O Palhaço tradicional no circo-teatro”

Além da apresentação, no dia 23 às 08h a Companhia Teatral Turma do Biribinha irá realizar um Workshop da arte da palhaçaria tradicional, cujo objetivo é repassar as técnicas de palhaço tradicional no contexto contemporâneo. Ao abordar as entradas, tempo de humor, bordões e esquetes de palhaços com práticas em dupla e em trio, os alunos poderão vivenciar e desenvolver os meios para chegar na veia cômica e se aprofundar no estudo de suas personagens.

Duração: 3 horas

Vagas: 16 pessoas participantes de grupos de teatro e circo e estudantes de artes em geral.

Interessados na oficina devem mandar e-mail solicitando participar da oficina pelo e-mail producaofederacao@gmail.com

ESPETÁCULO: “O Reencontro de Palhaços na Rua é a Alegria do Sol com a Lua ”

TEXTO: Teófanes Silveira e Eugênio Talma

SONOPLASTIA: Teófanes Silveira Jr., Nelson Silveira Neto

CENÁRIO, FIGURINO, MAQUIAGEM: Teófanes Silveira.

ELENCO: Teófanes Silveira Jr., Nelson Silveira Neto, Teófanes Silveira e Seliana Silva.

DIREÇÃO GERAL: Teófanes Silveira

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Paula Rocha

REALIZAÇÃO: Cia. Teatral Turma do Biribinha Duração: 50 min

Classificação etária: Livre




terça-feira, 30 de junho de 2015

O Arraiá do Galpão da Lua vai tá bão di mai Sô!


Acontece neste sábado, dia 04 de julho


A Festa da Lua é a tradicional festa Julina da FPTAI, que acontece desde 2009. Para este ano, artistas do coletivo do Galpão vão receber o público com comidas típicas, quentão, forró e a tradicional quadrilha onde todos podem dançar e brincar juntos, basta chegar e estar disposto à dançar.

                 A entrada e a pipoca são gratuitas!

A Festa da Lua faz parte da programação do Projeto aprovado no Edital Território das Artes do ProAC e oferece uma programação gratuita no Galpão da Lua e mais dois bairros da cidade (Morada do Sol e Augusto de Paula). São atividades formativas e espetáculos de circo, música, teatro e Cultura popular que acontecem até fevereiro de 2016.



A Festa leva o nome da nossa amiga Lua, ela estava trabalhando na organização dessa festa em 2014 e ao buscar um dos artistas que participaria do arraiá naquela noite foi morta por um tiro banal disparado por um policial militar. A memória de Lua estará sempre presente no nosso trabalho e  na luta contra violência institucionalizada da Polícia Militar.




Quanvaicê? 4 de JULHO, sábado
Córavaicê? 20h
Quêquié? Arraiá Festa da Lua
Dondi? Galpão da Lua
Rua João Caseiro, 65, Vila Brasil

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Um ano sem Lua - 27 de junho: Tomada do Brasil pelas Artes Públicas - Dia da Lua contra a Violência Policial






Dia 27 de junho faz 1 ano que Luana Barbosa foi assassinada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Lua não é um caso isolado, com ela pelo menos outras 815 pessoas foram mortas por policiais militares no Estado de SP em 2014. 
Só nos três primeiros meses deste ano já foram 185 mortos em “confrontos” com a polícia militar. São números crescentes e inaceitáveis, sobretudo porque se sabe que a maior parte dessas mortes poderiam ser evitadas. 
Também chama a atenção que quase 100% das mortes causadas por policiais militares tem seus processos arquivados, ou seja, não há investigação, e que quase sempre as vitimas são jovens, negros e pobres da periferia. 
A própria Ouvidoria das Polícias do Estado admite que a polícia militar mata sem precisar e que praticamente não há a investigação desses crimes, prevalecendo a impunidade.
O coletivo do Galpão da Lua irá promover uma série de atividades neste dia 27 com o objetivo discutir a violência policial e a necessidade de desmilitarização da polícia.

Confira a programação:

10h - Espetáculo Blitz (Trupe Olho da Rua - Santos SP)
11h - Ato Artístico Nossos Mortos Tem Voz.
Local: Calçadão - Praça 9 de julho

17h - Debate - Violência Policial e Direito à Verdade - Com Mães de Maio.
20h - Espetáculo - A Confissão de Leontina (com Erika Moura - São Paulo)
Local: Galpão da Lua.

Movimento MM
Sobre as MÃES DE MAIO:  Reune familiares de vítimas de violência do Estado, mais especificamente pessoas mortas pela Polícia Militar de São Paulo. No ano de 2006, policiais e grupos de extermínio ligados à Polícia Militar promoveram o assassinato de 562 pessoas: mais de 400 jovens negros, afro-indígena-descendentes e pobres. A imensa maioria delas executadas sumariamente, no intervalo de pouco mais de uma semana, configurando o episódio que ficou conhecido como os “Crimes de Maio”.

Trupe Olho da Rua - Blitz
Sobre o espetáculo BLITZ (Trupe Olho da Rua - Santos SP): Seguindo a ordem e o progresso nacional, nada mais (in)conveniente que passar por uma BLITZ (do alemão blitzkrieg, “guerra-relâmpago”, ou ataque repentino), ou ter seus direitos violados pelo Estado. A opressão que o brasileiro vive hoje nas ruas, seja em meio a manifestações ou indo comprar pão na esquina é levada de forma satírica e mordaz pelo grupo, seja suscitando a discussão sobre a desmilitarização da polícia e o exacerbado militarismo como resquício do período ditatorial ou como diria Brecht "um grande divertimento quanto aos tempos de barbárie."
 

A confissão de Leontina
Sobre o espetáculo A CONFISSÃO DE LEONTINA (com Érica Moura). O espetáculo tem direção do ator paulistano Marat Descartes, que recentemente recebeu o Prêmio Shell 2006 de Melhor Ator por sua interpretação no teatro do romance "Primeiro Amor", de Samuel Beckett. O monólogo retrata uma realidade muito brasileira: uma menina pobre, Leontina, nascida numa pequena cidade do interior (de nome sugestivo, Olhos d´Água), que foge para a cidade grande. Pouco letrada e sem ninguém no mundo para se preocupar com ela, trabalha como dançarina de aluguel. Sofre as agruras da metrópole, até parar atrás das grades, de onde ela passa a narrar sua trajetória.

Neste mesmo dia, em diversos locais do pais, vai acontecer Ato com a participação da Rede Brasileira de Teatro de Rua - RBTR que por meio dos seus articuladores definiu este dia como Dia Nacional da Tomada do Brasil pelas Artes Públicas e Contra a Violência Policial.
(Ver mais: http://rbtr.com.br

Para o diretor de teatro e teatrólogo Amir Haddad, que participa da RBTR e é natural da mesma cidade de Lua Barbosa, Rancharia-SP,  neste dia  “Nós somos as forças desarmadas da população”. 




Texto escrito por Lua Barbosa em 04/05/2014, intitulado por ela: Projeto Viver!

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Julgamento do caso: A Justiça Militar absolveu o policial que matou Lua Barbosa da acusação de homicídio culposo. A partir da investigação da Polícia Civil o Ministério Público fez a denúncia de homicídio doloso e a Vara do Juri de Presidente Prudente aceitou. Como já transcorreu o processo e julgamento na Justiça Militar, o caso foi parar no Supremo Tribunal de Justiça – STJ que agora precisa decidir sobre o conflito de competência entre a Justiça Militar e a Vara do Juri. A decisão será do ministro Gurgel de Faria. As outras denuncias de adulteração e ocultação de provas, ainda não foram investigadas.

Mais informações:
http://federacaoprudentinadeteatro.blogspot.com.br/2015/03/para-justica-militar-assassinato-nao-e.html