sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Circo Sobre Rodas chegou para espantar o frio e sacodir a poeira neste final de semana

RuAr acordando o povo - Marcel Sachetti

O RuAr, o Circo que é um Respiro de Arte em meio a pandemia, fará 20 apresentações no próximo sábado e domingo, 03 e 04 de julho, nas redondezas do Vale do Sol, Shiraiva, Vila Operária e Vila Angélica.

O espetáculo acontece presencialmente, com toda a segurança, e vai espantar o frio e animar todas as pessoas por onde passar. “Temos vivido momentos mágicos com esse trabalho, a reação das pessoas de todas as idades por onde temos passado é uma mistura de espanto e alegria. Num primeiro momento é um susto, afinal, um bando de palhaços e palhaças em um carro pra lá de maluco chega fazendo muito barulho e tirando as pessoas de dentro de casa de uma hora para outra. A reação seguinte é de muita alegria, temos registros maravilhosos de sorrisos, gargalhadas, pessoas dançando, é muita emoção que o RuAr provoca por onde passa.”

Tristina malabarista - Marcel Sachetti

A circulação desse final de semana é parte da programação do projeto que está levando 60 apresentações gratuitas para a população dos bairros de Presidente Prudente, e tem o apoio do Edital ProAC Lei Aldir Blanc/2020 - Prêmio “Neide Rodrigues Gomes” de Patrimônio imaterial, Cultura Popular Tradicional e Urbana. 

Essas belas fotos são do Marcel Sachetti, das últimas apresentações nos dias 19 e 20 de junho, quando circulamos por bairros da Zona Leste e região do Jardim Cobral.

Agora chegou a vez de outros bairros receberem o RuAr. Fiquem ligados, o Circo sobre rodas pode passar na porta da sua casa!


Público dentro de casa - Marcel Sachetti
Confiram a programação:

03 de julho, sábado – dás 14h às 17h
Local: Vale do Sol e Pq. Shiraiva

04 de julho, Domingo – dás 14h às 17h
Local: Vila Operária e Vila Angélica

Já conhece o RuAr?

São apresentações curtas, voltadas para as frentes das casas, de forma que os seus moradores não precisem sair delas para assistir.

Uma Van transformada num carro alegórico circenses, equipada com um potente som e uma banda instalada no teto, estaciona em um local previamente determinado e começa a interagir com o público vizinho, apresentando cenas cômicas e números de malabarismo, acrobacia, equilíbrio e perna de pau, entre outros.  

Público observa os palhaços - Marcel Sachetti

As apresentações duram, aproximadamente, 10 minutos, e acessam um número pequeno de pessoas a cada parada, mas, sendo um circo sobre rodas, que circula parando em diferentes pontos de um mesmo bairro ou de uma cidade, ao final, acaba sendo visto por um grande público.

Este é um circo sobre rodas adaptado ao momento de pandemia que vivemos, uma proposta que permite à arte encontrar o público, de forma presencial, mas respeitando as normas de distanciamento social.

Participam do Ru Ar, o grupo Rosa dos Ventos, a Cia. Cirquito e artistas independentes do Galpão da Lua, um total de 7 integrantes.

RuAr, para todas as idades - Marcel Sachetti

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Sete anos sem Lua Barbosa.

No dia 26 de junho a nossa querida Lua Barbosa completaria 32 anos, e no dia 27 fará 7  anos que ela foi assassinada numa blitz de trânsito em Presidente Prudente.

Lua e Camila - Espetáculo do Grupo Os Mamatchas

Desde o crime que vitimou Lua Barbosa, são sete anos sem uma resposta definitiva da Justiça para familiares e amigos.

O processo ficou estacionado mais de quatro anos no Tribunal de Justiça em São Paulo, e agora, parece, resta apenas a entrega do relatório final do juiz e designação da audiência do júri para ocorrer o julgamento.

Ainda continuam sem investigação outros supostos crimes praticados por policiais militares com objetivo de fraudar e esconder provas.

Ao longo dessa semana, na página Memória de Lua Barbosa no Facebook, estamos relembrando alguns fatos e denúncias relacionados ao caso e homenagens que Lua recebeu. E nos dias 26, 27 e 28 de junho, realizaremos uma programação virtual com três transmissões ao vivo.

No primeiro dia, data do aniversário de Lua, realizaremos um Ato Artístico “Em defesa da vida, em Memória de Lua Barbosa”, com apresentação e exibição de vídeos de cenas e números de circo e teatro, vindos de grupos e coletivos de todo o Brasil.

Lua e sua irmã Nara

No segundo dia, teremos um grande encontro com a Trupe Olho da Rua, grupo que construiu um espetáculo que trata da violência policial, e cuja apresentação já foi censurada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo com seus integrantes presos em praça pública durante uma apresentação da peça.

No último dia, teremos uma mesa para debater o crescimento da violência no campo e contra as mulheres sob o governo Bolsonaro, com a participação de Chislainne Aparecida Oliveira, advogada, pós graduada em direito público, ativista e especialista na Lei Maria da Penha, e do professor e pesquisador Dr. José Sobreiro Filho (UFPA), que estuda conflitos agrários no Brasil.

Nosso objetivo é chamar a atenção para o caso da Lua e cobrar justiça, e também promover o debate sobre violência, direitos humanos e segurança pública.

Amigos e familiares de Lua Barbosa esperam um julgamento justo para o policial, baseado na verdade sobre o que aconteceu, e não na mentira.

É lamentável todo abuso de autoridade e outros crimes praticados por policiais militares, logo após o assassinato, para esconder o que aconteceu, uma prática infelizmente comum, que reforça a necessidade de uma outra política de segurança pública fundada na proteção da vida, dos direitos civis, dos diretos humanos.

Amigos e familiares da Lua - Ato por justiça em Presidente Prudente SP

Programação - 7 anos sem Lua Barbosa

O que? Quando? 

- 26 de junho, sábado, às 20 horas, Ato Artístico “Em defesa da vida, em Memória de Lua Barbosa”

- 27, domingo, às 20 horas, Exibição de vídeo do espetáculo “Blitz – o Império nunca dorme” e bate papo com integrantes da Trupe Olho da Rua

- 28, segunda, as 20 horas, Debate sobre violência  no campo e contra mulheres, com o pesquisador Dr. José Sobreiro Filho (UFPA) e a advogada e militante Chislainne Aparecida Oliveira. 


Onde? 

Na página Memoria de Lua Barbosa no Facebook

https://www.facebook.com/luabarbosamemoria/


Ato em frente a Secretaria de Segurança Pública do Estado de SP


    Luana Barbosa - Lua

ENTENDA O CASO

Luana Barbosa foi assassinada em 27 de junho de 2014, um dia após completar 25 anos, vítima do disparo de uma arma de fogo em mãos de um policial militar, numa blitz de trânsito em Presidente Prudente. Até hoje, o crime não teve uma resposta adequada do Estado. O policial que atirou foi absolvido pela Justiça Militar, num julgamento anulado pelo Supremo Tribunal de Justiça – STJ. Um novo julgamento será marcado no Tribunal da Vara do Júri de Presidente Prudente, com base no inquérito da Polícia Civil, que aponta o crime como homicídio doloso. Outros crimes, após o assassinato, cometidos por policiais militares a fim de forjar e ocultar provas, não foram investigados, apesar das sérias evidências.


Lua atuando - Palhaça Meia Lua Quebrada

terça-feira, 22 de junho de 2021

Ato Artístico “Em Defesa da Vida, Em Memória de Lua Barbosa”

Olá gente querida.


Lá se vão 7 anos sem a nossa querida amiga Lua Barbosa. Impunidade e saudades representam bem a nossa dor.

No próximo sábado, dia 26 de junho, Lua completaria 32 anos. Iremos celebrar e dar nosso grito por justiça nessa data com um Ato Artístico Virtual. Convidamos as pessoas artistas de todo o Brasil à fazer parte desse momento, em nome da cultura de paz e da vida.

Interessad@s em participar, pode enviar seu vídeo de música, texto, dança, poesia, teatro, circo. Tragam sua arte para essa celebração.


Inscrição no link:

https://forms.gle/4ts4C6CqwNL4bZE2A

COMO ESTÁ O CASO?


Luana Barbosa foi assassinada em 27 de junho de 2014, um dia após completar 25 anos, vítima do disparo de uma arma de fogo em mãos de um policial militar, numa blitz de trânsito em Presidente Prudente. Até hoje, o crime não teve uma resposta adequada do Estado. O policial que atirou foi absolvido pela Justiça Militar, num julgamento anulado pelo Supremo Tribunal de Justiça – STJ. Um novo julgamento será marcado no Tribunal da Vara do Júri de Presidente Prudente, com base no inquérito da Polícia Civil, que aponta o crime como homicídio doloso. Outros crimes, após o assassinato, cometidos por policiais militares a fim de forjar e ocultar provas, não foram investigados, apesar das sérias evidências.