quarta-feira, 11 de julho de 2018

Na sua terceira edição o projeto Som na Linha e o Galpão da Lua apresentam: André Luiz Gonçalves de Oliveira

No próximo domingo,15, às 20h tem a terceira edição do Projeto Som na Linha com André Luiz Gonçalves de Oliveira apresentando Música Eletroacústica e escuta de espaços imaginários com instalação de 4 monitores em espaço para escuta.

Peças: 

Sinta-me (1998) – Peça para tape solo feita no Laboratório da Universidade Estadual de Londrina – UEL, utilizando editor destrutivo de duas pistas. Voz: Tatiane Mota (aluna do curso de Música). Texto do compositor. Estreada em Londrina, 1999.

A prosa do mundo (2001-02) – Paisagem sonora em um movimento feita para espetáculo Charivari da Troupe Aero-Circus. Peça em dois movimentos (Janela à dentro e Janela à fora)para tape solo, feita no estúdio particular do compositor com mixer multipista não destrutivo. Estreada em Ibiporã, 2003.

as estações (2001 – 02) – Paisagem sonora em um movimento feita para espetáculo Charivari da Troupe Aero-Circus.

La nuit de l’identité du monde (2008) – Paisagem Sonora para tape solo.

José (2012) - Música eletroacústica a partir de minha leitura do poema “José” de Carlos Drummond de Andrade.

Stepes in trouble (2015) - Peça eletroacústica de paisagem sonora. Paisagem construida com diversos ambientes distintos. Quatro discursos pontuam os tais problemas nas estépes: G. Vargas, J. Kubitschek, Jango e Cid Gomes. 

Buraco de minhoca (2016) - Paisagem sonora com gravações do sítio da Warta - PR, do parque estadual do Morro do Diabo - SP, e do calçadão de Presidente Prudente - SP.

Escuta Mayara (2017) - Paisagem sonora em homenagem à violonista e amiga, Mayara Amaral. Vítima de feminicídio em Campo Grande - MS. Mayara se preparava para vir trabalhar em minha universidade como professora após ter concluido o Mestrado em Música defendido uma tese sobre mulheres compositoras para violão nos anos 1970. 


André Luiz Gonçalves de Oliveira

Professor de música e compositor. Desde 1998 compõe música eletracústica, paisagens sonoras e
colabora na criação de instalações e intervenções de experimentações em arte sonora. Busca interseções entre a pesquisa em escuta estética e criação artística e musical. Tem apresentado suas peças em diversas oportunidades como concertos em auditórios e teatros, mas também com instalações como as realizadas na 29a. Bienal de SP, e na 11a. Bienal de Havana em Cuba, como integrante do coletivo LART - UnB.


Projeto Som na Linha - Colocando a música autoral nos trilhos
Esta é uma iniciativa que pretende movimentar a música autoral por lugares nunca antes escutados.
Em todo o país são raras as oportunidades de ouvir música nova, com artistas locais podendo apresentar suas composições. Não é diferente no faroeste paulista, onde é grande a escassez de música nunca antes ouvida.
A linha ferroviária, em dueto com as estações de trem, foram o acorde inicial para o som das primeiras cidades. Agora, através do Galpão da Lua, a linha torna-se palco para as novidades, os novos sons da música autoral.
Nossa proposta é que pelo menos uma vez por mês o público possa embarcar nos vagões do trem da música autoral de nossa cidade, com nossos compositores nos conduzindo por uma viagem através de suas criações.

De monocultura já basta a soja, o gado e a cana!
Qual será o sabor do som que ainda não tocou por aqui?
Mono na cultura não nos serve. Nosso som é estéreo.
Aqui a música é levada a sério. 

S O M N A L I N H A...

O que é? Música autoral

Onde é? Ao lado do Galpão da Lua

Quando é? 15 de julho, às 20 hs

Quem se apresenta? André Luiz Gonçalves de Oliveira

Música eletroacústica e escuta de espaços imaginários, instalação Sonora.

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Quatro anos sem Lua Barbosa



No último dia 27 de junho fez quatro anos do assassinato da nossa amiga Lua Barbosa que teve sua vida interrompida de forma violenta por um disparo de arma de fogo em uma blitz de trânsito às 9h da manhã. São quatro longos anos de luta, angústia, ansiedade, incerteza, sofrimento e muita saudade.
No próximo sábado,7, às 10h na Praça 9 de Julho, será realizado o Cabaré da Lua, um ato artístico e político em memória da artista e produtora cultural Luana Barbosa, assassinada, em 2014, pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Um ato de denúncia. Um ato por Justiça.


Sobre o caso - O Tribunal de Justiça – SP através dos desembargadores da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) negaram provimento ao recurso em sentido estrito impetrado pela defesa do policial militar Marcelo Aparecido Domingos Coelho e mantiveram o julgamento do
caso da morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa a cargo do Tribunal do Júri em Presidente Prudente.

Coelho foi pronunciado como incurso no artigo 121 do Código Penal, pelo crime de homicídio simples, para que seja submetido a julgamento perante o Tribunal do Juri , em Presidente Prudente, em decorrência da morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa.

A luta é para que a justiça seja feita, em nome da Lua Barbosa e seja um passo a mais contra a recorrente impunidade de casos semelhantes. Todo e qualquer crime deve ser julgado com isenção e rigor, sem medo ou ameaças com punição dos autores na medida de suas responsabilidades. Lua Barbosa não pode ser mais uma vítima inocente dessa estatística. Não desejamos vingança! Queremos Justiça!
Com o julgamento confirmado aguardamos para que esse drama tenha fim com a esperança que verdade apareça com o recolhimento da responsabilidade do dolo e que a justiça seja feita.

Serviços:
Ato artístico e político em memória a Lua Barbosa
Data: 07 de julho às 10h
Local: Praça 9 de Julho – Calçadão




terça-feira, 26 de junho de 2018

#LUABARBOSAPRESENTE



Dia 26 de junho já foi motivo de muita festa para nós amigos e familiares da Lua Barbosa, esse é o dia do aniversário da Lua, hoje ela completaria 29 anos.
Hoje é dia de saudades da jovem Lua.
O Galpão da Lua estende os panos pretos em sinal de LUTO e de LUTA!
Gritamos com nossa dor e indignação: JUSTIÇA PARA LUA BARBOSA!
O assassino está a solta e veste farda, cuidado!
Nossa voz não será calada, somos MUIT@S LUAS
Convidamos as pessoas apoiadoras da nossa Arte e da nossa Luta para o Ato Artístico dia 07 de julho no Calçadão de Presidente Prudente:

Trechos da música Guerreira da Arte composta por Elton Maioli e Rafael Batalini
"Mais se for atirar siga logo em frente minha morte não cala as bocas latentes.
Resistência a toda forma de opressão sempre haverá, se eu cair muitas virão em meu lugar!"
MG.

"Em um 27 de junho Luana foi para Aruanda, segura o baque virado sorriso armado que o amor não desanda. 

Nascida lá em Rancharia em Prudente ela veio brincar, Mamulengo rasgou a estrada com Mamatchas circo popular.
A bala pegou a bala pegou, foi uma bala do estado capitão do mato matou."
E M.

Um dos últimos texto da Lua !


Faz tempo que eu não escrevo e faz tempo que eu não faço tantas coisas. Eu poderia dizer que é por falta de tempo, mas no fundo, não é. Muita coisa mudou e essa vida parece cobrar cada vez mais da
gente. Aquela pergunta que fazem pra gente quando somos pequenos, eu ainda não encontrei a resposta: o que você quer ser quando crescer? Não sei. E eu acho que eu já cresci. Eu só sei o que eu não quero. Não quero ser escrava do trabalho e dessa sociedade cheia de padrões impostos sabe-se lá porque e por quem. Mas, sem querer, a gente se vê escravo de tudo isso. Trabalhando cada vez mais pra pagar cada vez mais contas e tendo de se adaptar aos padrões, por mais que tentemos fugir deles. Dormir 8 horas por dia, acordar cedo e almoçar meio dia, já é se entregar aos padrões. Assim como tomar remédios ou fazer terapia para tentar se adaptar a tal rotina imposta. E eu, que sempre disse que não gostava de rotinas e padrões, estou cada vez mais entregue a eles. "Mas você é artista, faz o que gosta", é o que escuto a todo instante, como se todos quisessem estar no meu lugar. Como se "ser artista" e "fazer o que gosta" fosse sinônimo de não se entregar a padrões e rotinas. A gente ("artista") trabalha mais que oito horas por dia, trabalha em casa e trabalha nos finais de semanas e feriados, e nem temos a certeza de quando e quanto vamos receber. Ou então "ah, você é nova!" - eu tenho 25 anos, moro sozinha, sai de casa com 17 anos, estou na segunda faculdade, tenho 4 ou mais trabalhos e contas a pagar: a vida me cobra sem saber da minha idade. A vida não, a rotina e os padrões. Às vezes eu queria ser adepta à rotina de sentar na sala e ver a novela das oito, assim esse texto nunca seria escrito porque eu não me importaria com nada disso. Mas nem tv eu tenho, porque uma desconhecida vendeu minha tv, e eu também não faço questão de comprar outra. Ou, às vezes, queria só ficar escrevendo, estudando, apresentando, viajando, comendo, bebendo... simplesmente vivendo. Será que alguma empresa que patrocinar esse meu projeto? Resumo: viver. Objetivo: viver. Desenvolvimento: viver. Cronograma: todos os dias em tempo integral.
Escrito em 04/05/2014