terça-feira, 10 de março de 2015

Para 'Justiça' Militar, assassinato não é crime.



Com muita luta e exposição pública, depois de um mês do assassinato de Lua Barbosa, vítima de um tiro disparado por um cabo da polícia militar, dia 27 de junho de 2014, conseguimos que fosse instaurado inquérito na Polícia Civil. Acompanhamos o trabalho sério do delegado Matheus Nagano, da Delegacia de Investigações Gerais – DIG, na condução do inquérito. Assistimos à versão do cabo, autor do disparo, ser desmontada na reconstituição do crime, solicitada pelo advogado Dr. Rodrigo Arteiro, bem como nos depoimentos das testemunhas. Vimos provas técnicas esclarecerem que o disparo não foi acidental, fazendo o policial mudar sua versão de que a arma disparou sozinha. Ouvimos a própria Policia Militar reconhecer que a conduta do policial foi inadequada a uma blitz de trânsito. Vimos o Ministério Público fazer a denúncia do crime de homicídio com dolo eventual (onde assume-se o risco de causar a morte) à Vara do Tribunal do Júri de Presidente Prudente, e a mesma aceita-la. 
Diante das provas e fatos citados, esperava-se que a Justiça Militar do Estado de São Paulo acatasse a decisão de remeter o processo à Vara do Tribunal do Júri. Lamentavelmente, isso não se fez. Ao contrário, a ‘Justiça’ Militar continuou e, então, concluiu um processo de homicídio culposo (sem intenção de matar), do qual o cabo autor do disparo foi absolvido, em sentença publicada no último dia 5 de março. Ou seja, para a ‘Justiça’ Militar não houve homicídio, ainda que sem intenção de matar, ou se houve, não foi o cabo autor do disparo quem matou! Uma sentença que contraria a própria natureza dos fatos.
A sentença, escrita e assinada pelo Juiz de Direito da Justiça Militar José Álvaro de Lima, é patética, cínica, absurda, contraditória; desprovida de bom senso, de consideração à vida, de respeito à vítima e seus familiares. Uma decisão arbitrária e autoritária, baseada na versão infundada da Polícia Militar e sobre a qual, ademais, pesam denúncias de adulteração e ocultação de provas, denúncias essas que ainda precisam ser investigadas. A ‘Justiça’ Militar desprezou todas as provas e evidências do inquérito da DIG; desprezou a denúncia do Ministério Público.
Esperamos, agora, que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) anule a sentença proferida pela ‘Justiça’ Militar, e dê competência à Vara do Tribunal do Júri para julgar o caso.
Também esperamos que as Corregedorias das Polícias do Estado de São Paulo respondam imediatamente às denuncias de adulteração e ocultação de provas, quais sejam: a de que não foi realizada perícia para constatar se a marca produzida no capacete é compatível com a suposta coronhada apresentada na versão do cabo autor do disparo ou se foi produzida posteriormente à apreensão do mesmo. O capacete segue apreendido pela ‘Justiça’ Militar, inacessível mesmo à Polícia Civil, a qual só obteve acesso a imagens do mesmo. E ainda não foram investigadas as denúncias de que policiais militares, logo após o crime, foram até a Empresa Andorinha (situada em frente ao local do crime) e levaram as imagens de uma câmera de segurança que, aliás, também foi imediatamente arrancada do local onde estava fixada.
A decisão da ‘Justiça’ Militar não contribui em nada para o esclarecimento e a redução dos crimes cometidos por policiais militares, cujas estatísticas alarmantes têm sido mais amplamente divulgadas. Muito ao contrário, a ‘Justiça’ Militar dá carta branca, legitima e até facilita para que esses crimes continuem acontecendo impunemente.
 
Justiça igual para todos pede o fim da Justiça Militar!
Amigos e Familiares de Lua Barbosa

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Carnaval ÊTA NÓIS no Galpão da Lua

 Carnaval é garantido no Galpão da Lua

Na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, pelo 9° ano consecutivo o Bloco de Carnaval de Rua ÊtaNóis irá sair, em Presidente Prudente, pelas ruas da Vila Brasil e Vila Líder, Zona Leste da cidade.
 O bloco sairá em cortejo pelo bairro com os foliões cantando e tocando marchinhas tradicionais de carnaval e composições próprias como "ÊtaNóis" e "Ma Ma Ma Mazinho".

No Galpão a festa continua com mais música e a participação especial do DJ Guizmo.

Venha brincar e se divertir. Quem quiser pode se achegar, porque a alegria e o batuque estão garantidos.

Coloquem suas fantasias, tragam confetes e serpentinas e venham se divertir!!!


O ÊtaNóis surgiu em 2007 nas repúblicas do Jardim das Rosas frequentadas por estudantes e artistas da cidade que procuravam uma forma alternativa de curtir o carnaval. Nas primeiras edições dezenas de pessoas pegaram latas e panelas como instrumentos musicais e foram para as ruas cantar. As composições "
EtaNóis”, que dá nome ao bloco, e “Ma, ma, ma, Mazinho” surgiram nesse carnaval e animam o bloco até hoje.

Há 5 anos o Bloco mudou de endereço, veio para a Vila Brasil, junto com o coletivo da Federação Prudentina de Teatro e Artes Integradas que mantém no bairro o Galpão da Lua.

O Êta Nóis é livre, popular, é Carnaval de Rua! Tragam seus instrumentos, sua alegria, venha brincar

Sexta-feira, 13 de Fevereiro
A partir das 19h30
Saída do bloco: Galpão da Lua
(FPTAI, R. João Caseiro, 65, Vila Brasil)
Gratuito



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nesta sexta feira tem brincadeira de mamulengo no bairro Morada do Sol










Nesta sexta feira, dia 16/01, o público do Bairro Morada do Sol recebe o espetáculo "O sumiço do Boi Pintadinho" com o grupo Mamulengo Rasga Estrada. Acontece em frente a Casa da Sopa, a partir das 19 horas. Atividade gratuita, com apoio da FPTAI - Galpão da Lua.




Sinopse: Um espetáculo que conta a história do sumiço do boi Pintadinho que causa mil confusões com personagens clássicos do mamulengo fazendo Simão passar por apuros para recuperá-lo. Numa linguagem popular a história é narrada de maneira leve e solta com trocadilhos, escatologias e pitadas de críticas sociais. Quitérina, Coroné João Redondo, a cobra e até o Cão dos Inferno vão aparecer para ajudar Simão a entrar e sair das enrascadas por ele mesmo criadas.


Ficha Técnica: Espetáculo: O sumiço do boi Pintadinho. Autor: Mamulengo Rasga Estrada. Bonequeiros: Camila Peral e Felipe Barros. Música: Robson Tom. Duração: 50 minutos. Orientação: Danilo Cavalcante. Classificação etária: livre.
  
Mamulengo Rasga Estrada
18 99747 8811 / 4101 0766 /99139 5225