sexta-feira, 24 de junho de 2016

Espetáculo Segura, Mamãe! - Dia 29 de junho

Dia 29 de junho o Galpão da Lua recebe o Espetáculo Segura, Mamãe! da Cia da Sorte de Brasília

Dona Lelê e Trevolino fugiram do Circo! Levaram tudo oque tinham em um Fusca 64 e resolveram montar seu próprio negócio!

Dona Lelê, que virou a Dona do Circo, tenta por o Palhaço Trevolino para trabalhar, mas o que acontece é muita trapalhada. Um espetáculo interativo que mescla a palhaçaria às técnicas de equilibrismo, malabarismo e mágica, sempre com a participação da plateia.


Direção: Rafael Trevo
Elenco: Rafael Trevo e Lelê Marins
Cenografia e figurino: Cia da Sorte
Texto: Cia da Sorte
Duração: 45 minutos | Classificação: livre
GRATUITO!!!

Sobre a Cia da Sorte


A Cia da Sorte surge em 2013, com projeto independente e itinerantede Rumo ao Norte. Na cidade de Brasília, Rafael Trevo e Lelê Marins juntaram forças a partir de um desejo comum trabalhar com a arte não só como um meio de entretenimento, mas também como um mecanismo de reflexão e conscientização socioambiental.

Mais sobre a Cia da Sorte:
Site: www.ciadasorte.com
Face: www.facebook.com/ciadasorte



Sábado dia 25 tem Festa da Lua, O Arraiá do Galpão da Lua


Preparem a saia de chita, seu chapéu de palha, tire seu dente postiço, coloque um bigodinho, remende suas roupas que está chegando o Arraiá do Galpão da Lua!

Sábado, dia 25, é a data da Festa da Lua, a tradicional festa Junina da FPTAI, que acontece desde 2009. Para este ano, artistas do coletivo do Galpão vão receber o público com comidas típicas, quentão, forró e a tradicional quadrilha onde todos podem dançar e brincar juntos, basta chegar e estar disposto à brincar.

Tem mais, tem Forró Pé de Serra, direto de Minas gerais sô!



A Festa da Lua faz parte da programação do Projeto aprovado no Edital Território das Artes do ProAC que oferece uma programação gratuita no Galpão da Lua e mais dois bairros da cidade (Morada do Sol e Augusto de Paula). São atividades formativas e espetáculos de circo, música, teatro e Cultura popular que acontecem até fevereiro de 2017.

A Festa leva o nome da nossa amiga Lua, ela estava trabalhando na organização dessa festa em 2014 e ao buscar um dos artistas que participaria do arraiá naquela noite foi morta por um tiro banal disparado por um policial militar. A memória de Lua estará sempre presente em nosso trabalho e na luta contra violência institucionalizada da Polícia Militar.

Somos tod@s Lua Barbosa, fica para nós a luta e a alegria de viver e de levar Arte por esse mundo a fora, Viva LUA BARBOSA!

Quando? 25 de junho, sábado
Que hora? 20h
O que? Arraiá Festa da Lua
Onde? Galpão da Lua
Rua João Caseiro, 65, Vila Brasil
GRATUITO!!!!!!!

Manifesto RBTR - LUAS E RUAS, CONTRA OS GENOCÍDIOS.


LUAS E RUAS, CONTRA OS GENOCÍDIOS.

Contra os de cima. Essa luta tem que ser de todos nós.



Junho de 2014. Uma bala. Um policial. Luana Barbosa é assassinada pelo Estado Brasileiro. B.O.
realizado. Nada feito. Policial descansa em tranquilidade com sua aposentadoria garantida.
Mataram uma artista de rua.

Novembro de 2014. Muitas facadas. Um grupo de latifundiários. Marinalva Manoel é assassinada
pelo Estado Brasileiro. B.O. realizado. Nada feito. Latifundiários praticam tranquilos o esporte da
tortura e genocídio aos indígenas guarani kaiowá nas ‘agroterras’ de Mato Grosso do Sul. Mataram
uma indígena.

Novembro de 2015. 500 km de Lama. Uma multinacional. O rio doce é assassinado pelo Estado
Brasileiro. B.O. realizado. Nada feito. VALE e SAMARCO distraem-se felizes, donas de nossos
minérios-rios-seres-humanos-doenças-alimentos. Mataram a vida.

Junho de 2016. Golpe. Um grupamento de políticos, juízes e empresários organizados. Um país. A
democracia brasileira, que já não contemplava os trabalhadores, é assassinada pelo Estado
Brasileiro. B.O. realizado. Nada feito. Os mais ricos comemoram em brindes caros, custeados com
nossos suores, o sucesso de suas negociatas. Mataram o que já estava morto.

1500… 1800... 2000... 2016. Golpes, facadas, balas, lama. Uma classe. Trabalhadores são
assassinados pelo Estado Brasileiro. B.O. realizado. Nada feito. Burgueses esbanjam seus iates,
mansões e palacetes por sobre nossas taperas e miseráveis liberdades concedidas. Mataram-nos,
mas não nos calarão. Os nossos mortos tem voz!

No 27 de junho tomaremos as ruas. Somos milhares. Somos invisíveis. Somos mulheres. Somos
negras. Somos movimentos. Somos homossexuais. Somos travestis. Somos aprendizes. Somos
ladrões de galinhas. Somos gueto e favela. Somos Mariguela. Somos Dandara. Somos periferia.

Somos refugiadas. Somos cultura, cultivo. Somos o que é vivo. Somos oprimidas. Somos
exploradas. Somos transgêneros. Somos loucos. Somos homens em desconstrução. Somos
indígenas em resistência. Somos os de baixo. Somos estudantes e secundaristas. Somos poetas e
artistas. Somos um e somos todas. Somos maioria. Discutiremos o que está privado para
compreender o que não está público. Tocaremos nas feridas. Abriremos janelas. Arrebentaremos
portões. Destruiremos cercas, simbólicas talvez. Jogaremos xadrez. Faremos nossa guerrilha. Tática
e estrategia. Tomaremos as ruas como aviso, como ameaça. Sabemos de quem é a taça e esse
brinde não estamos mais dispostos a fazer.

Senhores e Senhoras! Se não nos deixarem sonhar, não deixaremos vocês dormirem em paz.
Nossos arco-e-flecha erguidos, caras pintadas nos morros, estandartes, tambores, amores, faremos
do nosso tempo felicidade, da nossa existência sinceridade e do nosso encontro luta. Tomaremos
as cidades. Pra nos manter juntos, pra começo de conversa…

Junho de 2016. Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

XVIII Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua.