quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Dia do assassinato de Lua Barbosa vira dia de celebração e luta pelas artes públicas no Brasil
A Carta do Hotel da Loucura [Rio de Janeiro], que instituiu este dia, foi assinada por artistas e grupos de teatro de rua de todo o Brasil. Para o diretor de teatro e teatrólogo Amir Haddad, que é natural da mesma cidade de Lua Barbosa, Rancharia-SP, neste dia “Nós somos as forças desarmadas da população”.
Abaixo, trecho da carta: "A RBTR - Rede Brasileira de Teatro de Rua, reunida de 01 a 07 de setembro de 2014, na cidade do Rio de Janeiro /RJ, em seu XV Encontro de articuladore(a)s, em conjunto, então, com a Universidade Popular de Arte e Ciência (UPAC), durante a III edição do evento Ocupa Nise: Institui o dia 27 de junho como data oficial da Tomada do Brasil pelas Artes Públicas para a celebração e luta pelas artes públicas em memória a atriz e produtora cultural Luana Barbosa, assassinada brutalmente neste dia por um policial militar na cidade de Presidente Prudente – SP. Frente ao fato, reafirmamos assim, que: “Nós somos as forças desarmadas da população” (Amir Haddad)."
Abaixo a carta do Encontro na Íntegra:
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Espetáculo e Oficina de Teatro de Rua com o COLETIVO ALMA SP

As atividades são GRATUITAS e tem o apoio do ProAC Artes Cênicas de Rua
As inscrições para a Oficina podem ser feitas pelo e-mail: producaofederacao@gmail.com
Serviço:
Dia 19 de setembro
Oficina Teatro: às 15 horas
Espetáculo: (Des)Água ás 20 horas
Loca: Galpão da Lua
Espetáculo de teatro de rua
[Des]água
Duração: 50 minutos.
Classificação etária: livre
Sinopse:
Dois povos e um tempo. O povo bacia, que celebra a natureza, e o povo pneu, que aprisiona a força das águas se encontram às margens de um rio morto e entram em conflito. Uma grande indústria se instala no antigo leito e os sobreviventes se veem afetados pelos destroços de uma enchente.
Ficha técnica:
Criação: Coletivo ALMA
Direção (1ª temporada): Edgar Castro
Direção (2ª temporada): Raniere Guerra
Direção musical: Raniere Guerra
Dramaturgia: Coletivo ALMA, com colaboração de Rogério Guarapiran (1ª temporada) e Thiago Nascimento (2ª temporada)
Preparação corporal: Raniere Guerra, Mauro Grillo e Thabata Ottoni.
Figurinos e cenografia: Samara Costa
Produção: Alexandre Falcão, Letícia Elisa Leal e Marcello Nascimento de Jesus.
Assessoria de imprensa: Eliana Maurelli e Jonilson Montalvão
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Adilson Camarão Fernandes
Ana Rolf
Fabrício Zavanella
Gabriela Maurelli
Letícia Elisa Leal
Mauro Grillo
Thiago Nascimento
Thiago Winter
Histórico do espetáculo
Estreado em junho de 2013, no Largo do Rosário, em Mogi das Cruzes, o espetáculo teatral [Des]água é fruto de uma expedição de dez meses pelas comunidades do Alto Tietê, conhecendo as riquezas, belezas e contrastes da região, e de uma intensa pesquisa artística (que incluiu intervenções performáticas às margens do Rio Jacú). Sua montagem e primeira temporada foram realizadas com recursos do PRONAC – Programa Nacional de Apoio à Cultura, do Ministério da Cultura, contando com quase quarenta apresentações distribuídas pela zona leste de São Paulo e por dez municípios da região metropolitana da capital paulista.
A obra foi selecionada ou convidada para as seguintes mostras e festivais: 1ª Mostra Área Viva de Teatro de Rua e Floresta, em Rio Branco, Acre; Festival de Inverno da Serra do Itapety, em Mogi das Cruzes; 5ª Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos e 8ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, em São Paulo. O trabalho foi ainda contemplado com o edital ProAC circulação teatro de rua, por meio do qual circulará por municípios da região metropolitana, interior e litoral paulista em 2014.
Oficina Teatro e memória das águas
Objetivo: Compartilhar os procedimentos de pesquisa e criação do espetáculo [Des]água, assim como, contribuir com o processo de formação de público para teatro e para as artes em geral . Partindo de uma premissa horizontal de criação coletiva, da troca de saberes e da valorização das culturas locais, a atividade visa promover uma vivência comunitária criativa que trafegue pelas histórias de vida no lugar e do imaginário ligado às águas, traçando paralelos com a experiência realizada pelo Coletivo ALMA.
Duração: 2 horas.
Público-alvo: jovens e adolescentes
Número de participantes: 20 a 40.
Educadores: artistas integrantes da equipe do espetáculo [Des]água.
Projeto contemplado pelo Programa de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo, da Secretaria Estadual de Cultura, por meio do edital ProAC Circulação Teatro de rua.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
CADÊ O CAPACETE?
Passados
dois meses da separação brutal da atriz e produtora cultural Lua Barbosa do
convívio com familiares e amigos, ainda esperamos respostas.
Lamentamos
– familiares e amigos – ter de assumir a luta para que as investigações não ocorressem
somente na alçada da Polícia Militar, instituição onde continua trabalhando o
policial autor do disparo fatal. Lamentamos primeiro porque isso somente
aumenta a dor da ausência; e segundo, porque seria um dever natural das
instituições competentes do Estado de São Paulo.
Refutamos
veementemente qualquer tentativa de se desviar o foco do processo em curso, através
da manipulação de antigas imagens de armas defeituosas divulgadas pela imprensa.
Supõe o objetivo de influenciar autoridades e opinião pública no sentido de
apontar outros responsáveis pelo homicídio que não sejam seu autor e as
instituições a quem o mesmo presta serviço, sugestionando uma conclusão de que
tudo não passou, infelizmente, de um triste acidente.
Se o
governo do Estado de São Paulo permite que armas supostamente defeituosas
estejam nas ruas, colocando em risco a vida de inocentes como a da Lua, é outro
fato grave que deve ser apurado. Acreditamos que a investigação, agora
desenvolvida pela Polícia Civil à luz da imprensa e da opinião pública,
estabeleça a verdade, e esclareça as contradições estabelecidas até o momento.
Dois
meses após a morte de Luana, fatos gravíssimos que comprometem a lisura das
investigações nos preocupam e exigimos respostas:
1 –
Por que a competência do mérito do processo permanece na capital paulista, se o
homicídio ocorreu em Presidente Prudente?
2 – Quais
as iniciativas do Poder Judiciário e o Ministério Público de Presidente
Prudente no sentido de transferir o processo para esta cidade?
3 –
Uma das versões do autor do disparo é que o capacete do namorado da Luana bateu
em sua mão ocasionando o disparo. Se isso ocorreu, porque a marca está na parte
de trás do capacete, e produzida de cima para baixo como apontou a
perícia?
4 - Uma
vez que o condutor da motocicleta afirma que não houve esse contato com o
policial, onde, como e quando surgiu a marca
no capacete?
5 – Diante
disso, existe alguma investigação sobre a possibilidade de adulteração de
provas?
6 –
Por que a Justiça Militar não libera o capacete para o delegado da Polícia
Civil fazer as necessárias averiguações?
5 –
Por fim, o que o Poder Judiciário e o Ministério Público de Presidente Prudente
fazem para que a Polícia Civil tenha acesso ao capacete, uma das peças
fundamentais para a conclusão das investigações?
Pai, Mãe, Irmã de Lua Barbosa e amigos da FPTAI
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